sexta-feira, 18 de maio de 2012

Flor, rosa fogo


 Flor que apanhei na vereda
caminho primaveril que trilho
como espiga de milho
que desfolho enfeitiçada.
Apareceste em forma de rosa
- vermelho carminho.
Sobressaltada te colhi.
Sorridente (te)rejuvenesci!

Em jarra de vidro
construí o teu ninho.
Em sonho te semeei.
Em quadro abandonado
de outras cores te pintei.

Deu cor a sentimentos
Descoloridos, perdidos
em amorfos tempos
que corriam
sem o sal
do teu (a)mar.

Flor, rosa fogo!
Luz de noites escuras.
Estrela guia
da mulher menina!

No caminho
(da vida pergaminho)
és a flor de profético sentido.
Ébria do teu odor, fogo do meu calor…
                                                 
OF 03-05-12
Foto – Autor desconhecido
(Poema escrito para uma temática de um grupo poético no FB) 
http://worldartfriends.com/pt/club/poesia/flor-rosa-fogo 

domingo, 13 de maio de 2012

Pensamento

  O sol pode saber como dourar a pele mas não descobrir como aquecer a alma...
Odete Ferreira 
http://worldartfriends.com/pt/club/prosa/pensamento-1 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Lançamento da 2.ª edição de "Crónicas do Avô Chico"

No dia 6 de Maio, estive presente no lançamento da 2.ª edição do livro do Pedro Jardim "Crónicas do Avô Chico", que ocorreu na FNAC de Stªa Catarina, Porto, pelas 17H. Já começa a ser habitual um grupo de "escrevinhadores" estarem presentes em eventos deste género, desde que ocorram por aquelas bandas. Desta vez, o honroso convite para "abrilhantar" o evento por parte do autor, não podia ser recusado.
















Outros (convites) são-no, pela distância e por imperativos pessoais e profissionais. Sempre com pena, para ser sincera! Foi mais um enriquecimento pessoal e literário! Eis uma amostra...
Odete Ferreira

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Coração de mãe


Podia escrever um poema, mas tu já és o meu poema.
Foi poesia quando no âmago do meu ser, senti o momento do teu nascer. Tal como num poema, tu eras a flor ou o cato, o beijo ou o abraço. O sorriso e o cansaço. Os ciclos das estações do ano e as suas fases.
Tudo foi suportável e sei que o será no coração de mãe embora marcado para um sempre…Um espinho, um simples espinho. Um dia, durante dias, a névoa que te enevoava o olhar anunciou algo que de grave se estava a passar.
O diagnóstico foi terramoto. Os alicerces da minha casa, meu ser seguro, ruíram sem estrondo. Ninguém ouviu este abalo. E tu, um jovem em plena pujança, mudaste a tua vida. Uma vida adaptada à rotina assistida. O meu coração de mãe abriu-se ainda mais forte, vivificado, tal como a flor murcha que bebe as primeiras chuvas. Cada pétala acolhe estados diferenciados da dor, a tua, a minha, a do azar, a surpresa mas também a do encanto do teu sorrir malandro.
Tu, meu poema inacabado, és o cravo desencravado do acaso que te apanhou desprevenido. E prossegues, desafiando o destino no sucesso do teu caminho.
Coração de mãe ou de filho, signos no mesmo patamar do sentido.
Hoje em dia de homenagem à mãe, homenageio-te, meu filho!
Odete Ferreira
Foto-Net- skechbook-mother-and-son

domingo, 6 de maio de 2012

Mãe, três letras, um mundo!

Há melhor verso do que aquele de ter ainda consigo a sua mãe? Há melhor poema do que ser mãe? 

 

 

Haveria poesia se a alma de mãe não estivesse na sua génese? Eis a minha homenagem ao verso, ao poema e à poesia! 

  (Odete Ferreira, a propósito do Dia da Mãe...)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pobreza (in)visível



Pungente
toda  a significância
que remete a pobreza.
A mais pura rudeza
da condição humana
ligada à sobrevivência.
Dói a sua visibilidade,
marcada
nos rostos escavados,
embaciada
nos olhares ensopados,
cravados,
em chão de terra seca.
Nos cartões vazios
que servem de cama
a sem-abrigos
em vão de escada.

Ausência de identidade,
escravos da sua mendicidade.

São mortos-vivos,
pálido arremesso
do direito consagrado.
Sub-mundo ignorado
do senhor endinheirado.

Impotência
dorida
em alma
empedrada,
repulsada
na obrigatoriedade
de encapotada
solidariedade.

Realidade
que grassa
como erva daninha.
Maldita sociedade
que oferece um nada!
Apenas o desperdício
que descarta como lixo
em bandeja envenenada.

OF 02-05-12
Foto – Autor desconhecido
(Poema escrito para a temática num grupo poético do FB)
http://www.worldartfriends.com/pt/club/poesia/pobreza-invis%C3%ADvel