Algum descanso na blogosfera. Motivo: trabalho - grelhas, relatórios, reuniões, avaliações...Daqui a uns dias, exames para classificar. Classificar aplicando uma série de critérios, ou seja, cada exame é lido e relido não sei quantas vezes. Ok, já sei, os critérios é para aferir. Em nome dos alunos que de facto o sejam...
Vivo, portanto :)
Blog de carácter pessoal, com predominância de textos em prosa e poesia. Ocasionalmente, de reflexão...
quarta-feira, 20 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Mudam-se os tempos, apurara-se o Ser
Reconheço
que já fui uma escrava em pleno sec. XXI! Do tempo , da profissão, da casa… Nem
tudo foi mau em termos de moldagem comportamental. Convictamente direi mesmo
que as competências sociais, pessoais, organizativas, incluindo agilidade
mental, processos de descoberta na solução de problemáticas, foram apuradas no
tempo dessa “escravidão”. Não era envolta neste conceito que me percecionava
como ser pensante. De todo! Antes um sentido quase genético de cumprimento de
deveres, de perfecionismo mesmo.
Há
cerca de uns quinze anos, uma colega e particular amiga trouxe-me de uma viagem
de estudo um caderno reciclado, cuja capa trazia inscrita a seguinte frase
“Cumpres todas as regras perdes toda a piada”. Ela sorria. Eu quedei-me uns
minutos lendo e relendo a frase. O abalo sísmico provocou um flash iluminado na
exata proporção de uma certa desilusão por me sentir incompreendida. Afinal era
esta a representação social dos meus pares, quiça dos amigos, dos familiares. E
eu cega! Acabei também por sorrir e, em abono da verdade, a trilhar o mesmo
caminho. A vida de então era a minha vida. Preenchia-me. Nem sei se seria
feliz, no sentido em que o termo felicidade se me afigura cada vez mais
procurado (e questionado) pelo ser humano.
Mas
o tempo que me escravizou, também me libertou, precisamente porque, a dada
altura, não o quis mais como meu senhor! Talvez que o indómito gene da minha
essência, que hibernou durante um longuíssimo inverno, tenha recebido o beijo
de outro gene, qual tumor benigno que, primeiro, estrebuchando, depois bem
desperto, me tenha despojado de culpas (à boa tradição judaico-cristã)
inculcadas e recamadas, iluminando, ousando afinal, ser EU. Sendo-o sempre,
sentia-se circularizado por tantas circunstâncias ditas politicamente corretas!
Processos,
questionamentos, reflexão e sobretudo o querer, foram os ingredientes da
descoberta do que deve ser a VIDA. E esta está bem para lá de qualquer crise,
seja ela de que natureza for. Sem receitas, por mais benefícios que as bulas
que as acompanham nos seduzam em direção a curas milagrosas.
Longo
o texto de mais um domingo de reflexão…
Odete Ferreira - 20-05-12
Ah,
faz precisamente um ano que a festa do lançamento do meu “EM SUSPENSO” ocorreu.
Já não são necessários os parabéns visto não ter tido tempo de passar este
texto na data em que o escrevi. Só hoje (17-06) é que o faço e o divulgo…
sábado, 9 de junho de 2012
Surreal I
Surreal I
Breve
o encontro
da
nuvem esbranquiçada
com
a irmã acinzentada,
grávidas,
saudando-se em abraço,
deram
à luz uma outra,
branca
de neve, que reluz
no
meio da noite prateada.
OF 07-06-12
Foto – Carlos
Alvarenga
(Como ainda ando bastante ocupada, aqui vos deixo um poemeto. Há vários dias que não alimentava o blogue!)
domingo, 3 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
Criança
Bem me tentam para escrever para crianças. E eu adio. Até um dia...
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Atividade "Os nossos autores"
Bem sei. Preciso de construir um texto. À falta dele - e só para alimentar a curiosidade - deixo-vos umas fotos...
Quanto ao meu "improviso" saiu naturalmente como de uma tertúlia se tratasse, centrando-me na génese do meu ato de escrita, relevando o mote de vidas com que me deparo, incluindo o meu estar perante elas. Tudo é pretexto para o texto que expurga a alma, elevando a minha essência a patamares que vou construindo num interior que ainda quero incógnito...
Também posso falar pelos meus colegas: sentimo-nos gratos. A escola é o lugar de eleição para cinzelar qualquer escultura humana, embelezando espaços ainda que sejam inóspitos...
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