quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mensagem à twitter II

Algum descanso na blogosfera. Motivo: trabalho - grelhas, relatórios, reuniões, avaliações...Daqui a uns dias, exames para classificar. Classificar aplicando uma série de critérios, ou seja, cada exame é lido e relido não sei quantas vezes. Ok, já sei, os critérios é para aferir. Em nome dos alunos que de facto o sejam...
Vivo, portanto :)

domingo, 17 de junho de 2012

Mudam-se os tempos, apurara-se o Ser


Reconheço que já fui uma escrava em pleno sec. XXI! Do tempo , da profissão, da casa… Nem tudo foi mau em termos de moldagem comportamental. Convictamente direi mesmo que as competências sociais, pessoais, organizativas, incluindo agilidade mental, processos de descoberta na solução de problemáticas, foram apuradas no tempo dessa “escravidão”. Não era envolta neste conceito que me percecionava como ser pensante. De todo! Antes um sentido quase genético de cumprimento de deveres, de perfecionismo mesmo.
Há cerca de uns quinze anos, uma colega e particular amiga trouxe-me de uma viagem de estudo um caderno reciclado, cuja capa trazia inscrita a seguinte frase “Cumpres todas as regras perdes toda a piada”. Ela sorria. Eu quedei-me uns minutos lendo e relendo a frase. O abalo sísmico provocou um flash iluminado na exata proporção de uma certa desilusão por me sentir incompreendida. Afinal era esta a representação social dos meus pares, quiça dos amigos, dos familiares. E eu cega! Acabei também por sorrir e, em abono da verdade, a trilhar o mesmo caminho. A vida de então era a minha vida. Preenchia-me. Nem sei se seria feliz, no sentido em que o termo felicidade se me afigura cada vez mais procurado (e questionado) pelo ser humano.
Mas o tempo que me escravizou, também me libertou, precisamente porque, a dada altura, não o quis mais como meu senhor! Talvez que o indómito gene da minha essência, que hibernou durante um longuíssimo inverno, tenha recebido o beijo de outro gene, qual tumor benigno que, primeiro, estrebuchando, depois bem desperto, me tenha despojado de culpas (à boa tradição judaico-cristã) inculcadas e recamadas, iluminando, ousando afinal, ser EU. Sendo-o sempre, sentia-se circularizado por tantas circunstâncias ditas politicamente corretas!
Processos, questionamentos, reflexão e sobretudo o querer, foram os ingredientes da descoberta do que deve ser a VIDA. E esta está bem para lá de qualquer crise, seja ela de que natureza for. Sem receitas, por mais benefícios que as bulas que as acompanham nos seduzam em direção a curas milagrosas.
Longo o texto de mais um domingo de reflexão…
 Odete Ferreira - 20-05-12
Ah, faz precisamente um ano que a festa do lançamento do meu “EM SUSPENSO” ocorreu. Já não são necessários os parabéns visto não ter tido tempo de passar este texto na data em que o escrevi. Só hoje (17-06) é que o faço e o divulgo…

sábado, 9 de junho de 2012

Surreal I


Surreal I

Breve o encontro
da nuvem esbranquiçada
com a irmã acinzentada,
grávidas, saudando-se em abraço,
deram à luz uma outra,
branca de neve, que reluz
no meio da noite prateada.


OF 07-06-12
Foto – Carlos Alvarenga

(Como ainda ando bastante ocupada, aqui vos deixo um poemeto. Há vários dias que não alimentava o blogue!)

sábado, 2 de junho de 2012

Criança

Recebi o convite para participar numa colectânea para crianças. Muito pouco tempo tinha, além de ser uma semana repleta de trabalho...Contudo o bichinho ficou a roer. Peguei em algo que já tinha no blogue http://portate-mal.blogspot.pt/2012/04/bom-dia-manha-menina.html e, no passado domingo em pouco tempo, escrevi um texto em prosa. Estava já fora do prazo, contudo enviei-o, podendo ser aceite ou não. Parece que a Maria Melo gostou! O texto ainda é grandito. Talvez o divulgue, talvez não...
Bem me tentam para escrever para crianças. E eu adio. Até um dia...



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Atividade "Os nossos autores"



Bem sei. Preciso de construir um texto. À falta dele - e só para alimentar a curiosidade - deixo-vos umas fotos...

Adenda (Em 03-06-12): era obrigatório que vos deixasse umas aromáticas palavras sobre esta atividade. Chamaram-lhe homenagem aos nossos autores. É verdade que escrevinhamos e outorgamos os nossos escritos. Contudo, não fazemos deles a nossa profissão e estou certa que, nenhum de nós, pretende o estatuto de autor consagrado. Os meus colegas são da área da história e a colega que não pôde estar presente, das artes. Fomos brindamos com acordes musicais e a nossa biblioteca escolar engrandeceu cultural e humanamente pela presença de pequenos artistas e pelos nossos colegas que, sente-se, têm orgulho em dizer que na sua escola há gente que vai revelando outros talentos. Cada um de nós, teve o privilégio de ser apresentado e lido por colegas que exercem as funções de coordenação de departamento. O poema que a colega escolheu, segundo ela porque foi escrito um dia antes do seu aniversário, não podia ser mais significativo. Marcante em termos de história do nosso agrupamento. Tocante pelo que ainda hoje me faz reviver...
Quanto ao meu "improviso" saiu naturalmente como de uma tertúlia se tratasse, centrando-me na génese do meu ato de escrita, relevando o mote de vidas com que me deparo, incluindo o meu estar perante elas. Tudo é pretexto para o texto que expurga a alma, elevando a minha essência a patamares que vou construindo num interior que ainda quero incógnito...
Também posso falar pelos meus colegas: sentimo-nos gratos. A escola é o lugar de eleição para cinzelar qualquer escultura humana, embelezando espaços ainda que sejam inóspitos...