Lá fui à farmácia que me havia ofertado o anterior bloquinho. E como saí encantada com um novo, igual ao anterior! Além da oferta de uma esferográfica bem catita! Bem me podem imaginar com uns passinhos mais ligeiros. Se não houvesse estas ofertas, lá teria que gastar uns euros (bendita propaganda médica...).
Posto isto, lembrei-me de deixar em foto a minha produção literária, manuscrita. Outro dia tirarei aos portefólios, onde arquivo cada escrito com a foto ilustrativa que imprimo a cores. Já me lembrei de "vender" os poemas em forma avulsa, tipo, escolha por catálogo. Mas é só um repente, a arte das palavras não pode ser banalizada. Ocorreu-me um tempo de criança em que as feiras tinham um dia certo e era sempre uma festa: quedava-me junto ao par que divulgava notícias de amores de perdição e histórias de faca e alguidar, cantados em verso, acompanhados do acordeão, tentando, ao mesmo tempo, vender os folhetos em que os ditos cujos estavam impressos...
Mudam-se os tempos mas o espírito de divulgar, de ter ouvintes (leitores seriam poucos, dado o alto nível de analfabetismo), permanece.
Curiosamente o poema que hoje escrevi - tento sempre participar num desafio poético de um grupo no FB - apelidei-o de "Suprema arte, comunicar". Há cada coincidência...
A qualidade da foto deixa a desejar; não me entendo com o flash!!!!
Odete Ferreira, 21-11-12







