A decoração natalícia na escola. Uma amostra do engenho e arte de alunos e docentes...
Blog de carácter pessoal, com predominância de textos em prosa e poesia. Ocasionalmente, de reflexão...
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Declamação do poema "Pobreza"
Poema: Odete Ferreira
Voz: Joaquim Sustelo
Imagem: Rui Simão
Declamado no programa semanal do "Horizontes de Poesia"
Texto do poema
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Desculpa-me, criança do meu país
Esperança?
Sentir inerente
à
condição humana.
Condição
indigente
num
tempo sem hora
do
reverso em crença
no
eu onde já não mora.
Diluiu-se
nos fluidos
que
da alma escoa.
Apenas
no sorriso se esboça.
Não
no amarelo trocista,
não
no verde esperança.
Apenas…
No
vermelho como o sangue
que
colamos na bandeira
de
um desesperançado país
sem
eira nem beira…
-
Desculpa-me, criança do meu país
nem
em reles poema te fiz feliz…
OF
12-12-12
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Apáticas montanhas
(Dia Internacional da Montanha, 11 de dezembro...)
Apáticas Montanhas
Montanhas
apáticas
com
vida por dentro
afagam
um céu esbranquiçado,
pálido,
sem
o brilho do sol dourado.
Parecem
apáticas,
saudosas,
do
quente riacho.
Inspiram
poetas,
desmaiados,
num
tempo soturno.
Semblante
carregado
de
ausências prolongadas…
As
presenças desejadas
esvoaçam
noutras paragens
distantes..
Apenas
elementos sem pés
ficam
enraizados
sentinelas
fiéis
da
terra que lhes deu vida.
Outros
procuram os sulcos
que
escorrem nas suas costas.
Engrossam
regatos
que
correm nos rios,
afluentes
de
um mar largo.
Sorriem…
Deram
de cara
com
outros horizontes.
Cresceram
em sabedoria
suas
cores, verdes,
METAMORFOSEADAS,
serão
o que quiserem…
Cama
de areia
barcos
de amor
colchões
de praia
espreguiçadeiras
coloridas…
Abrigam
corpos cremosos,
bronzeados,
permanecem
em namoros
secretos…
Quando
na terra se faz silêncio
os
gritos da montanha
em
sangue vertidos
A
C O R D A M-N O S…
E
L A M E N T A M…
Mas
esqueceram
o
caminho de regresso.
De
interiores desertos,
P
A R T I R A M!
As
montanhas, roucas
esquecidas,
choram
pesarosas
estas
partidas…
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Suprema arte, comunicar
(Gostaria de vos falar do Poetry Slam, atividade em que participei no passado dia um, mas não tenho tempo. Algumas tarefas profissionais, neste momento, são inadiáveis. Deixo um poema...)
Pensar
as palavras
desenhar
nas entranhas
miragens
de imagens.
Pintá-las
em telas
Imaginárias.
Eclodir
os sentires
em
terramotos suaves.
Montanhas
a parir
rebentos
a florir…
Suprema
arte, este sentir.
Comunicar
gestos,
afagar
teus cabelos,
fios
de prata
em
outonos de vida.
Provocar
o riso
nos
teus olhos gulosos.
Ondular
as ancas
ao
passo do teu compasso.
Saciar
teus secretos desejos…
Suprema
arte, este saber.
O
filme que passa na televisão.
O
vídeo que vemos com atenção.
As
músicas da nossa memória
que
gravam a nossa história.
Os
ais que as bocas silenciam.
As
lágrimas que nos engoliam
para
o interior de nós…
Suprema
arte, esta a da emoção.
Escrever
na palma da mão o poema da união…
É
suprema arte, esta, a da comunicação…
OF
21-11-12
Foto – Autor desconhecido
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Frank Sinatra - My Way (Instrumental)
Um singelo tributo a quem divulgou no seu blogue um texto meu e porque, ao escolher este vídeo, só revela a sua sensibilidade...
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