quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Coletânea "Namorar é Preciso"



(Coautora com dois poemas inéditos - duvido que os divulgue. Anda por aí muito plágio, segundo fonte de uma amiga. Há duas horitas, mais coisa, menos coisa, já tinha o convite para estar no evento de uma escola, no dia dos namorados. Como não colide com o meu horário escolar, lá estarei - apenas meia hora, vindo quase a correr para a aula das 15:55-17:25. Se os "declamarei" à turma, não sei. Tenho a certeza que vão pedir-me com uns olhinhos suplicantes. Acompanham-me desde o ano anterior e deliram quando lhes faço a vontade...Por isso, também não é de admirar que tenha alunos a enriquecerem o seu léxico a olhos vistos. Hoje, um deles dizia com a maior das naturalidades para uma colega: "Assim é regredir...".
Pois, encanto-me...)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Insana Saudade

Que saudade esta
que invade toda a casa
onde me passeio
e paredes sem cor tateio.

Invisível sentimento
num esbater do tempo
que insiste no tormento
da ausência de mim.

Onde está a racionalidade
inerente ao ser humano?
Perpetuada insanidade
enraizada no pensamento.

Inútil disfarçar
que abrindo o olhar
ao mundo choroso
acharia remédio milagroso
e este estado colmatar.

Ah, puro engano
amor meu, poético ser
de desvelo anseio.
É domingo, eu sei,
de muitos, enleio,
de outros, intenso sofrer.

OF 29-04-12

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A beleza que não via...

Como não dei por ela antes? De certeza que há muito me cumprimentava quando saía, apressadamente, para o local de trabalho. Hoje, reparei nela. Mostrava o seu choro, aprisionando algumas gotinhas de chuva. Apressei-me, perpetuei-a em imagem. De certeza que fiquei perdoada. Odete Ferreira, esta tarde, alma de cor vestida, contrastando com o cinzento do dia..

(...) 

(Costumo dar conta das atividades literárias em que participo. No entanto, não me foi possível escrever no tempo certo, coincidindo com atividades prementes na escola. Cada uma delas me trouxe um aporte de enriquecimento pessoal e a oportunidade de falar com as pessoas reais que estão por detrás dos escritos, aquando da presença em lançamento de livros. Em outras, de caráter mais tertuliano, como Poetry Slam (em Tertúlia Castelense) e Porto Poesia (em Orfeão do Porto), foram as partilhas poéticas e as encantadoras conversas entre o leque de amig@s que, de virtuais, passam a ser reais. E risos, muitos risos! )

(Link para a minha página no FB onde divulgo algumas fotos elucidativas)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A hora marcada


Uma nesga de parede
preta e branca.
Um relógio avantajado
branco e preto
bem visível.
A hora marcada.
Insignificante
no infinito do tempo.
Poderosa no movimento
do ponteiro
do relógio da vida.
Acelera, desacelera.
Ativa, desativa
desvia o carril
o rumo do acontecimento.
Simples marioneta
pujante ou ridícula.
Apanhado em redil
o corpo robotizado
a mente programada
no laboratório experiencial
da crise existencial
que perpassa pelo mundo
onde se esvai o tempo,
imperecível, por sinal…

Tic, tac…
Som onomatopaico
Eis o real no paradoxal
e no verso prosaico.

OF 20-08-12
Foto – Autor desconhecido

domingo, 13 de janeiro de 2013

Sigam-me! Talvez em itinerário...


Estão a ver? Uma nave central com semelhanças a naves espaciais de filmes ou séries de ficção científica, ou , descendo mais à terra, uma nave daquelas que estão coladas na retina, que se postam em lugares estapafúrdios para criar um centro de exposições?
Pois se já estão no meu imaginário, sigam-me até ao interior. Uma piscina coberta. Espaço de cheiros característicos. Não aquele que se infiltra quando um rio nos oferece em múltiplos frasquinhos de amostras os seus cheiros: o das rãs que coaxam, a erva sempre lavada, tapete verde e escorregadio, trampolim para um mergulho descuidado, os jogos enlameados… Também não aquele que se aspira sofregamente nos precisos instantes em que o rebentamento trovejante da onda embate nos rochedos ou o que se solta da espuma que beija, já repousado, a areia, companheira inseparável de um mar, cujo cheiro a maresia, nos vicia levando-nos a tomá-lo como eterno enamorado…


Ah, a piscina! Houve tempos em que esbracejei nas águas desinfetadas, inspirando aquele cheiro irritante, vingando-me no desafio que a mim me impunha: diminuir o tempo de travessia, aumentando o ritmo da braçada, contando mentalmente o seu número, criando um falso público de aplauso de conveniência.
Bravo, bravo! Bis, bis! Estava num palco de água, atores, figurantes, público, jogavam o perigoso jogo de personagens irreais. Disformes. Os magros pareciam gordos. Os gordos, manchas incaracterísticas. Teatro grego, no seu limite…
E o ritmo aumentava. Batuques sem pessoas e instrumentos. Uma mente apenas alienada.
Cansei-me. Desisti. Deixei as águas saudosas de mentes libertárias.
Um dia talvez volte…

Odete Ferreira --16 -12-2012

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Ligados à Terra - A VER ou REVER...

Tinha de ficar no blogue esta partilha. O meu filhote foi o realizador. Transcrevo do seu mural:

Podem ver ou rever o programa que fiz na Academia RTP, agora na RTP2!!! Não percam!!!
Ligados à Terra está de volta! Podem ver ou rever, de 2ª a 5ª, pela 1h, na


Pois, estou contente porque o senti entusiasmado, ufano e vivo!!!

(Para muitos não é novidade, mas fica registado: toda a programação da RTP2 vai passar para o Porto. Outras coisas vão para Lisboa. Apesar de não ser uma ótima notícia, sempre é melhor do que o anunciado encerramento do canal...)

Odete Ferreira