quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Maldito tempo que minha alma arrefece




Maldito tempo!
Hoje fizeste-me rasgar
as entranhas de estranhas zangas
perfurando o meu sensível ouvido.

Subi a gola do casaco
azul como a nuvem que me envolve
tornando o meu olhar felino.

Tentei sonhar com o mar,
apetecível de um verão já saudoso.
Impossível!

São as montanhas gélidas
com que me visto e avisto
que cercam o meu sentir poético!

Nem as estrelas que despontam
me iluminam e me dulcificam
neste tempo de frio intrépido.

Nem o branco imaculado,
da neve que foi caindo 
me enternece…

Maldito tempo que minha alma arrefece!

Talvez daqui a pouquinho
faça as pazes contigo
mas agora não me apetece…

OF 26-01-13

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Como não sorrir ao dia?



Como não sorrir ao dia apesar do meu olhar estar a ficar mais envelhecido? Explico: o risco nos olhos já não desliza tão certinho, fruto da marca do tempo. Registei o pormenor mas não entristeci. Talvez o meu sentir poético se tivesse até aguçado. Sei lá, mas a verdade é que, mal transpus o portão, a pequena amendoeira me brindou em festa: vestida sensualmente, flores como mini-saias ousadas, colorida em nuance de cores entre o branco e o rosa…Símbolo de um ciclo da natureza que atrai turistas, anualmente, fazendo o percurso das amendoeiras em flor, regado com os suculentos pratos de terras do planalto.

E foi do planalto mirandês que saiu, há uns tempos, um livro de poesia da amiga Teresa Almeida – Ousadia. É mesmo! Somos teimosos porque ousamos desafiar, amando, os espaços desérticos, os montes de mulher, as rochas de machos, os xistos de raça…Porque bebemos a sedução das giestas, das urzes, das maias… E é desta beleza que se veste a mulher transmontana. E é nesta beleza que o poema da subtileza se solta e vem à boleia por trilhos, caminhos, estradas ou rios, abraçando o mar, seu pai, recebendo a bênção na foz do Douro. E por espaços do Porto se vai afirmando. Estive, uma vez mais, num espaço onde regressarei sempre que puder…Abraço-te “Ousadia”. Já te amo, Porto, em poesia…

(Texto que, não sendo de homenagem específica, escrevo como hino ao deslumbramento das palavras e do meu sentir mulher…)

Odete Ferreira, 24-02-2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Surreal VI



Surreal VI

Céu aberto em nuvens cerradas,
almas enfastiadas
provocam gargalhadas.
Aviões como pavões
matam as almas assustadas.
O céu feito lixeira
tritura-as. Viram lata reciclada!

OF 30-06-12
Foto – Autor desconhecido

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Foi a 17 de Fevereiro...


PARABÉNS

Hoje é o aniversário
duma menina encantadora.
tem seu jeito de criança,
mas já é uma senhora.

Seu sorriso é contagiante
expressa alegria no olhar.
Com este singelo poema
eu te quero homenagear.

Parabéns pelo que fazes
e o que exerces com ardor.
Parabéns porque nos tratas,
a todos com muito amor.

És toda simplicidade
dotada de sabedoria.
Parabenizo-te de verdade,
levo-te ao coração alegria.

Parabéns por tua garra
e melhor disposição.
Cumpres sempre os teus deveres,
cada vez com mais devoção.

Envio-te embrulhadinho
com um sorriso brincalhão.
Cuida-o com muito carinho,
trata-se e do meu coração.

PARABÉNS, MUITAS FELICIDADES,

BEIJINHOS.

Joaquim Barbosa

(Eis alguns dos miminhos...)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Simplesmente estar onde (me) sou precisa...

Bem sei. Este cantinho tem feito pausas, nem sempre coincidentes com as da dona. Esta semana consegui pôr em ordem muita coisa (de trabalho, de leituras atrasadas em grupos e alguns blogues..), mas não chegou. Nunca chega! Por isso, decidi deixar aqui umas fotos que "falam" um pouco sobre as minhas andanças...

 

Na Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais, declamando alguns poemas: foi a comemoração do Dia de S. Valentin... Não pude estar presente durante toda a atividade. Pelo meio, havia aulas a cumprir. É sempre um gosto estar nesta escola!







A apresentação de um poema a um "concurso" sobre a temática, num grupo poético...Não havia prémios e ainda bem. Gosto de ir a jogo, sem qualquer pretensão. Para minha surpresa, recebi uma "Menção Honrosa" individual (pelos vistos a administração resolveu " premiar" alguns concorrentes).
(Corrijo o lapso: o poema intitula-se "Toma, dou-te o meu coração")

Parece pouco? Não é não. A par, fui júri num outro concurso. Li e analisei todos os poemas dos concorrentes. 
E agora, já estou perdoada? :)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013