quarta-feira, 24 de julho de 2013

À Conversa com Odete Ferreira...

... Já se vê, pelo título, que andei no arejo, embora já tenham decorridos alguns dias (entretanto havia trabalho e era preciso recuperar a folga...).  À  Conversa com Odete Ferreira, atividade que fez parte da Semana Aberta do Agrupamento de Cristelo, no dia 12 de julho, foi mais um dos meus momentos de encantamento. Entre os alunos de diversos níveis e colegas, gerou-se uma assinalável empatia. Verdade que a conversa foi solta, decorrendo à medida dos desafios que foram surgindo... 
OBRIGADA pelo convite e PARABÉNS a um auditório (alunos e professores) atento, interessado e com intervenções que não esquecerei. Prometi um poema. Fi-lo passados dois dias. Partilho-o convosco, assim como algumas fotos. A amiga que me endereçou o convite, esmerou-se na reportagem fotográfica mas tenho sempre algum cuidado na divulgação de fotos para as quais não me foi possível solicitar autorização... 



À Conversa com…
Título em Semana Aberta. 
Espaços que se enfeitam. 
Gaiatos sorridentes 
do verde que os acolhe 
no exterior plantado de esperança…

No interior, flores envasadas
em conversas despreocupadas.
Corredores confidentes
de (des)amores imberbes
(ou assolapados nos
passos descompassados,
nas batidas do coração,
nas bandas de eleição,
nas palavras gravadas
no vagar das horas apressadas).
Acontece-me emoção
em espaços assim…
Vagueio pela visual sensação
do ataviado jardim…

Depois…Basta partir à descoberta,
enxergar a marca indelével da escola.
Apurar o sentido, ainda adormecido.
Incorporar o humano calor
…desentorpecedor
em espaços de leituras,
em salas temáticas,
em auditório acolhedor…
…onde a partilha acontece
entre escrevinhadora e o presente
de alunos de hoje e docentes adivinhadores
do futuro que há de vir…

E o brilho foi poesia
fazendo sentir vida
em prosaicos elementos,
em mentais sugestões
e breves dissertações…

Aconteceu magia
e voámos nas asas da fantasia…

Odete Ferreira
Agrupamento de Escolas de Cristelo, 12-07-2013
(Prometi um poema. É vosso!)

domingo, 14 de julho de 2013

O tempo é o tempo que sinto em ti



 Há muito que que não penso no tempo
corre voluptuoso nas veias pulsantes
mergulha no rio de peixes brilhantes
adentra-se no meu olhar desatento.
 
Soltei as amarras do meu peito
fiz dele meu barco de recreio
cruzei mares sem rumo, a eito
teus remos me guiaram, creio.
 
E nesta crença de tua presença em mim,
o tempo é o tempo que sinto em ti.
A quietude deste doce enamoramento
que paralisa a pedra onde me sento,
é tempo de um hoje.
Sem saudade,
Sem lamento.

OF, 12-05-13
Foto – Autor desconhecido

sábado, 6 de julho de 2013

ECUADOR ANDES PASTOR SOLITARIO

Hoje deixo-vos com o meu sentir...
(Espero, em breve, regularizar as minhas visitas a muitos cantinhos...)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

E amo estes dias ansiados



Faz sentido poetar este verão.
Os dias pardacentos
esgueiram-se no sótão
da memória dos sentidos…

O calor toma o corpo sedento
dos azuis do mar
- que sonho
dos azuis do céu
- que percorro…

Olhar esguio, lânguido, sedutor
que embebe o suor
escorrendo de frutos maduros
que minha boca saboreia…

Em ti fantasio a sereia.
Beijo-te como poema
de palavras sonolentas.
Cerram-me as pálpebras,
entrego-me ao prazer
de teus raios doirados
e amo estes dias ansiados…
OF, 26-06-13
Foto – Autor desconhecido

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Surreal XXVI - Esta lua...

Correção: Em vez de Lua Nova, Lua Cheia...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ad-Oro-te Sol


(Falando de legados…)

O que me leva a sentar-me nesta mesa, ainda que o ângulo de visão seja menor e menos atrativas as coisas que preenchem o seu espaço?
Talvez o exato espaço em que o sol me acaricia as pernas e vela a cabeça protegendo-a do velho ditado “o sol está quente, faz mal à cabeça”. O sol é mestre em medicina, um deus maior, idolatrado ancestralmente.
Por que razão nos bancos da escola não era feito o devido enquadramento da adoração de elementos da natureza? Lembro-me vagamente de apenas ter conhecimento de modos de vida de povos ditos primitivos. E o seu porquê? Desconhecimento? Orientações programáticas? Entendimento de que como vivíamos no século XX não havia necessidade de ir à raiz cultural desses povos? Quão sábias foram as civilizações primórdias! E como o Homem foi progressivamente ignorante, preferindo maravilhar-se com as suas capacidades de descobertas científicas e apuramento tecnológico? Mas foram os sábios de há séculos que nos legaram a matriz do “Homo Sapiens”. Não sou professora de História (nem tão pouco pretendo escrever algo científico). Não obstante sempre me lembro de sentir uma admiração inata por estes povos.
Nas minhas aulas, a principal preocupação é despertar a curiosidade nos alunos; seja qual for a matéria em causa. Aponto algumas ferramentas. Sei que muitos irão buscá-las ao sótão da memória escolar, um dia. E sei que, nesses momentos, estarei na sua memória. É o meu legado!
Odete Ferreira, 02-06-2013

 Adenda: o ano letivo está praticamente terminado. Na semana de 11 a 14 de junho, continuarei com os alunos de 6.º ano, voluntariamente, para sistematizar conteúdos (programa novo e longo), esclarecer dúvidas, em suma, para que cada aluno vá mais confiante para a prova final, vulgo exame. Apesar da imprevisibilidade dos próximos tempos, estou certa que tudo o que trabalhamos em conjunto, foi sempre no sentido de consciencializar para a necessidade de domar a vontade, de privilegiar o ser, de aumentar a resistência à adversidade. Sem estas ferramentas, jamais serão cidadãos com a consciência dos seus direitos e deveres…
Odete Ferreira, 10-06-2013

(Daqui a umas horas os alunos estarão a realizar a prova final de Português. Desejo que recordem as preciosas estratégias que podem fazer a diferença entre níveis. Não conhecem a classificação interna... Há lutas que também podem fazer a diferença…) 

Odete Ferreira, 20-06-2013