Passeio
os dias pela macieza do afeto,
num
apetite voraz de sabor
a tempo
que fica.
Como comensal
na mesa de iguarias irrepetíveis.
Humanos
risos, humanas mãos
que se
tocam no burburinho dos talheres.
Que conversam.
Entre-os-dentes.
Demorando-se
na boca, na degustação das palavras.
Estaladiças,
fogosas, vermelhas de paixão.
Num desnudamento
vestido de cores.
De frutos.
De mim. E de céu.
Que se
compraz no desenho de olhos
em
dedos ávidos de fugas.
Para dentro
das raízes que somos.
Que se
veem. Nas têmporas já maduras.
E nas
histórias cheias de enredos.
(Odete Costa
Ferreira) - 24-08-17
Obra de Josefa de Óbidos
(Passarei a incluir o apelido Costa nas minhas publicações)







