Vem
mansa a hora da brisa,
distendendo
o sopro no alisamento do rosto.
O
sorriso adivinha-se nas covinhas,
relicário
de todos os mistérios do ser.
Só ela
tem a chave mas são os outros
que se
tentam no desvendar dos enigmas.
E ela
deixa, de vez em quando,
uma
pétala para chegar ao jardim.
Ou uma
mãozinha curiosa
a
bordejar as côncovas linhas.
Adejantes
com este namoro,
abrem-se
e fecham-se,
aparelhando-se
com o olhar de espantos.
E, de
repente, já não há rosto,
nem
covinhas, nem linhas.
Apenas um
girassol a abrir-se, a tomar todo o jardim.
Onde as
vontades são momentos de verdade.
Odete Costa
Ferreira, 23-08-17
Foto:
Odete Costa Ferreira








