quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Perdida? Não. Decidida

.Perdida? Não. Decidida. Os desabafos que...Os desabafos que precisavas dizer.
As palavras que era preciso escrever.
Não chegam para acalmar,
um estado emocional,
tão único, tão especial.

Compreendo-te…
A pele reluzente.
De um calor exterior.
Redobra, instantaneamente,
de um calor que está dormente.
Vivo, no teu interior.

Imagino-te…
Em pensamentos confusos.
Não te deixam sossegar.
Ouves umas vontades,
rejeitas outras verdades,
só porque não são as tuas.

Falei-te…
Em outras vidas diferntes.
A que tinhas todo o direito.
Ousada,
despertei-te…
O tempo não se apanha!
Corre, fazendo mil trejeitos,
Ininteligíveis.
A seu ver, perfeitos.

Tentei…
Que fizesses um sprint.
Resgatando o tempo perdido.
Não te culpes…
Apanhaste o sonho, não o tempo!
Que, esse, é manhoso…

E tu, um ser com todo o sentido.
OF 07-08-2010 12:50

domingo, 8 de agosto de 2010

Sarau Poético - Gritos Verticais

Roubei umas horas ao convívio presencial com amigos, também ao meu descanso dominical, mas preenchi-as com palavras de sentidos tão diversos...Não foi uma maratona de fundo, antes um correr compassado, saboreando os frutos que se soltam de árvores imaginárias e  céus estrelados!
Postei quatro poemas e consegui ler quase tudo, incluindo comentários...
Afinal, foi mesmo uma maratona!!!
Madrugada de domingo, hora de Portugal (08-08)Sarau Poético

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Demoronamento

Sinto, o meu mundo desmoronar-se,
parece nada ter valor,
arrepio-me com aleivosias,
que ouço, só de favor.

Energias desperdiçadas.
Palavras desencontradas.
Atitudes incompreendidas,
em reuniões apressadas.

Tropeço na raiva
dos meus próprios gestos.
Solto impropérios,
mas não aliviam.

Tudo é questionado.
Busco nova identidade,
alojada , em alguma parte,
do meu corpo fragilizado.

Não, não me quero perdida.

Contrario,
o mapa genético
em assomos de frémito,
ganhando, em outra vida,
a paz apetecida.

Sei.
Há muros que se derrubam.
Há outros que se levantam.
Clichés que não fazem sentido,
puzles que não encaixam.

Não, não me quero perdida…

Resisto,
num mundo aparvalhado,
de ânimo vazio,
permanecendo espantada,
num quotidiano perdido.

Sim, talvez me queira perdida!
Para me poder reconciliar,
contigo, comigo e com a vida.
OF 31-03-2010 

Valores...Que semântica, hoje?

Tenho consciência que está inculcado algures, num espaço cerebral, um constante processo de questionamento. É mental, apelida-se de pensamento, traduzindo-se em palavras, classificadas de nomes comuns, colectivos(...), mas engraçado, também de abstractos.
É sobretudo o sentido destes últimos que me leva a horas de exercício dialéctico: acontece muito frequentemente; por vezes com amigos, quase sempre comigo própria.
Desde há um tempo que não gosto de ouvir o cliché “já não há valores”. Explico: não é a frase em si, antes o sentido de “valores”. É como uma mola, salta em mim, obrigando-me a perguntar o que entende(m) pelo termo. Dá-me sempre um certo prazer (no bom sentido), perceber a atrapalhação do outro para lhe atribuir significação. A seus olhos, a pergunta é descabida. Mas para mim, faz todo o sentido – é preciso que se explique exactamente o que se pensa; sem uma aferiçaõ do sentido, não há diálogo, apenas troca de palavras! Uma boa conversa exige este esforço e parece já não haver paciência para tal. Ora aqui está um “valor” que não se devia perder, embora se entenda que a paciência não é um valor...
Depois, o respeito. “Hoje já não há respeito por nada nem ninguém” – frase dita, banalmente, sobretudo por quem não faz a mínima ideia da implicação terminológica. Nem sequer me preocupa ir ver ao dicionário... Haverá algum dicionário que alie, cabalmente, na metalinguagem, de que é portador, o sentido próprio e o dito figurado? Tenho a certeza que não..
Hoje, respeito, exige, em cada um, muitos patamares de desnvolvimento pessoal. É como se alcançassemos o sublime. Respeito, hoje, é ouvir o outro, é falar audivelmente mas também em surdina, é saber ler os olhares, é expor e expor-se, não receando o desnudamento da nossa essência. O receio do julgamento dos outros é atroz, torna-nos ansiosos. Alguém tem o direito de ter tal atitude? Apregoa-se a paz e a guerra começa por atitudes como esta...
Talvez volte a esta temática...Valores...Que semântica, hoje?
26-07-2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Questionamento


Interrogo
Questiono.
Penso.
Cogito...

Valeu a pena?
Vale a pena
esta constante inquietude
por tudo
e por nada?

Atormenta,
este quotidiano
de incerteza
(ou será antes certeza)
que há vidas perdidas,
esquecendo o que há de belo
em cada coisa da Natureza.
Não na natureza humana,
que, essa, é mistério...
Que não se desvenda!
OF 20-07-2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010