domingo, 4 de setembro de 2011

Apenas estar

 Encontro-me em mim
em ti.
Quero-te apenas...
Assim.

Sem enfeites.
Sem disfarces.
Autêntico!

Senti.
Não pensei.

Pousei.
Meus anseios
de alma
em ti.

Esqueci
Receios...
E estive...
Assim...
 
OF  24-09-2010
(Série Esplanadas não incluídas no "Em Suspenso")

Apetite


Dia radioso.
Auspicioso.
Temperado,
refreando
o calor que vem de dentro.

Inquietude.
Alma irrequieta,
coração arroxeado,
estrangulado,
entre artérias
pulsantes.
Obedecem
à ordem interna.

Ignoram
o coração pensante,
de qualquer amante.
E o seu desejo
da coisa apetecida.

Assim não vale,
Soa a despedida!

OF 22-07-2010

(Série Esplanadas  não incluídos no "Em Suspenso")

Ainda a entrevista no site WAF...

 Recordo o link da entrevista pelo facto de entender que os comentários entretanto feitos, são dignos de ser lidos...
 
http://www.worldartfriends.com/pt/entrevistas/entrevistada-do-m%C3%AAs-de-agosto-de-2011-odete-ferreira

Obrigada a quem tiver a paciência para tal! :)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando chove a 1 de Setembro…


            As primeiras chuvas no final de Agosto. Relvados banhados por águas milagrosas, de empalidecidos ficam vivos, verdes de esperança. Algumas folhas, secas, polvilham-nos, anunciando um lento desnudamento das árvores. O nosso contrário: os braços nus começam a deixar ver apenas a sua metade. Tal como as pernas, ainda acobreadas, revelando o sol que as acariciou.
            Chuva que lava uma natureza sedenta de limpeza. Chuva que provoca vontade de lavar a alma, não porque sinta necessidade de limpeza, antes pela vontade de me sentir bem, de a acalentar como um ser precioso que (re)nasce em momentos não previstos ou ciclos de renovação. Estar num limbo espiritual, (re)centrar o pensamento no essencial. Projectar um olhar ternurento no que me faz bem. Oferecer o meu ser a quem dele necessita, Ouvir toadas sofridas, partilhar o que em mim é procurado…
            Já estive nas escola. Revi pessoas. Troquei alguns mimos. Ocorreu-me  iniciar o ano lectivo com os novos alunos com uma abordagem diferente. Se resultar em mais valia, aqui darei conta. E, sim, estar cada vez mais atenta a quem merece a minha presença ou relacionamento comunicacional.
O sol teima em rasgar as nuvens. Mais logo talvez volte a desnudar os braços e as pernas. Vêem, a Natureza com os seus humores é mestra. Por isso (já o verti em poema) a Natureza é Mulher. Género feminino. Coincidência? Não creio…

Odete Ferreira 01-09-2011

Acaso(s)

A vida acontece,
quando menos se espera.
Um olhar diferente,
Algo que nos prende!
Alguém que se encontra,
mas não se procura!

Um ser imaginário
em palavras transcrito.
Uma rua qualquer,
passa a ter sentido.

Uma árvore igual a outras,
impõe-se no caminho!
Uma rotunda que existe,
parecida a tantas outras,
insinua-se carinhosamente
e, repentinamente,
a quem procura destinos.

Em círculo prosseguindo,
à direita ou à esquerda
melhor... em linha recta,
certamente.
E assim se vai seguindo,
ignorando se se está certo!

OF  26-08-2010
(Série Esplanadas não incluídas no livro) 
http://www.worldartfriends.com/pt/club/poesia/acasos-1#comment-151719 

Alma leve


 Alma leve.
Por que será?
A manhã promete...

As manhãs...
Ah! As manhãs de um Verão
temperado,
parecem alimento são,
a um ser
atormentado.

A brisa, acariciante,
de um corpo bronzeado,
é bálsamo natural
de um ser, agora,
apaziguado.

Depois...
As músicas tocam,
já não em aparelhos roufenhos,
inundam daquela paz,
o corpo, em arrepios,
que respira, suavemente,
expulsando o espírito
indesejado...

Toma-a a esperança,
Queda-se na figura angelical,
da boneca criança,
que está mesmo ao lado!

OF 19-08-2010 
(Série Esplanadas não incluídas no livro)