quarta-feira, 13 de abril de 2011

Acróstico POESIA


P alavras soltas em brisa suave
O ndas de sentidos molhados
E ncantos em lagos espelhados
S entimentos desordenados
I nventados em almas acordadas
A madas palavras fazem poetas

Poesias na vida do dia-a-dia…

OF 04-04-2011

Sou poeta

Hoje e porque esta jovem me diz muito, resolvi postar um poema dela; enviou-me três; pedi-lhe que escolhesse um; não quis, preferiu a minha escolha...

Sempre ouvi dizer
que quem escreve poemas é poeta.

Então e eu? Também os escrevo!
Mas serei poeta de verdade?

Acho que sim!
Sei admirar a beleza das coisas,
sei passar para o papel o que me vai na alma,
sei amar numa simples folha branca,
sei desenhar as letras conforme o meu estado de espírito,
sei beijar as palavras que me saem da boca,
sei viver ao sabor da imaginação.

Parte de mim é feita de sonhos,
mas sei que grande parte nunca se concretizarão.
Sim, sou uma sonhadora, que mal tem?
Se não fossem os sonhos,
provavelmente hoje não estaria cá.
Talvez já tivesse evaporado como muitos de nós
evaporam por terem uma mentalidade “estúpida”.

Ai de quem me diga que não sou poeta!
Ai de alguém que ouse contrariar-me!

Quando morrer, lembrem-me como alguém
que andou no mundo por alguma razão.
Recordem-me com sorrisos
e não com tristezas ou desgostos.
Nunca se esqueçam que fui poeta
e que escrevi versos bombeados
pelo sangue que me enchia o coração.  

Patrícia (frequenta o 8.º ano numa escola de Beja...)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O meu rio


 Espreito por entre o olhal
da velha ponte, desigual.
Símbolo de longa história
da cidade, curta na memória.

Troca-se o rio pelo mar.
É fonte de inspiração mais vulgar.
Excepto os Camões famosos
que de Tágides são saudosos.

Os rios correm p´ro mar!
Quanta ânsia em chegar!
Quantas represas são erguidas,
retardando despedidas.

Os jogos são diferentes…
Lisos, diversos, reluzentes.
Acompanham brincadeiras,
Cortando a água, certeiras.

A água ondula suavemente
e geme tão meigamente!
Soltam ais tão doces…
São carícias, não dores.

Este rio, outrora selvagem
virou espelho! Miragem
de turistas. Comparam o repuxo
a cidades europeias, de luxo.

Neste espelho de água
perpassa alguma mágoa
do passado. A flora de outrora
vê-se no fundo, a certa hora.

Em madrugadas saudosas
de lavadeiras prestimosas,
em noites de lua cheia,
por almas feitas sereia!

É o meu rio…
A ele dedico o sorriso
deste dia já ensolarado.
Com um olhar límpido
e de emoção, liberto!

Não te deixo, meu rio!
Navego-te…E sorrio!

OF 15-03-2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dói-me tudo...

Estou triste...Dói-me o corpo, porque sinto já o estrago que as flechas da tomada de medidas ainda mais gravosas irão provocar...Dói-me a alma, porque irei estar ainda mais em comunhão com outras, já neste momento muito sofredoras ...Dói-me o coração, porque não poderei fazer muito mais...
Os dedos, cansados de trabalho urgente e com tempo marcado, serão o instrumento mais útil, nos próximos tempos: um toque, um afago...Como serão necessários!
O olhar, ainda mais atento, e o sorriso, terão que ser uma constante na minha postura, escondendo de mim própria a tristeza que sinto e sentirei...
Sinto-me só mas não posso admiti-lo... Há sempre alguém pior que eu. Em muitas das produções de texto que corrigi nestes dias, regozijei-me com a sensibilidade de vários alunos e alunas (o tema central do texto versava sobre uma rapariguinha que roubara uma maçã para comer...)
Um dizia "Um dia o mundo há-de melhorar, se não perdermos a esperança".
O que eu não quero é sentir "um vazio no meu coração", como dizia uma outra!

Hoje, precisava de escrever isto...

terça-feira, 5 de abril de 2011

Novo desafio poético ( Dueto) - Amo-te Primavera!

Nota introdutória: o criador do grupo Almas Manuscritas, lançou novo desafio de duetos a 11 aspirantes de poetas. Eis o que enviou a todas
A queda de uma pena
silenciou qualquer ruído
Demónios da mente
que se evaporam
no calor da luz…
Cores em catadupa
iluminam quartos vazios
Planícies plenas…
Será falsa realidade
ou
P
R
I
M
A
V
E
R
A
que me invade
todos os ecos…
Sussurro, livre do Inverno
que me perturbou
os sentidos
Rimo com ele…
um veemente adeus…”
Jc Patrão


 Peguei no poema e resultou no seguinte:
Amo-te, Primavera!

A queda de uma pena
silenciou qualquer ruído.
Demónios da mente
que se evaporam
no calor da luz…
Cores em catadupa,
iluminam quartos vazios!
Planícies plenas…
Será falsa realidade ou
P rincípio de ciclo
R epetidamente e
I nexoravelmente
M arcado e esperado
A nsiosamente, no calendário!
V erdadeiro
E ncantamento
R enasce em
A
lma adormecida.
Acordada,
toca a nota da
musicalidade
que me invade
e abafa todos os ecos…
Sussurro, livre do Inverno
que me perturbou
os sentidos!
Rimo com ele…
um veemente adeus
a estrelas cadentes
a anjos e anjinhos,
domesticados ou felinos…
Poisam em cada ombro,
conforme o meu sonho
de mulher…
Preguiça lânguida…
Ou ardente labor
como os humores
de uma Primavera
caprichosa…
Enternecida ou raivosa
de raios de sol enfeitada,
com gotas de chuva
desmaquilhada
ou de brisas fortes,
despenteada…
Seus odores me tornam bela…
Como te amo, Primavera!
Jc Patrão/ Odete Ferreira  25 de Março de 2011