quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Covinhas

Vem mansa a hora da brisa,

distendendo o sopro no alisamento do rosto.
O sorriso adivinha-se nas covinhas,
relicário de todos os mistérios do ser.
Só ela tem a chave mas são os outros
que se tentam no desvendar dos enigmas.
E ela deixa, de vez em quando,
uma pétala para chegar ao jardim.
Ou uma mãozinha curiosa
a bordejar as côncovas linhas.
Adejantes com este namoro,
abrem-se e fecham-se,
aparelhando-se com o olhar de espantos.
E, de repente, já não há rosto,
nem covinhas, nem linhas.
Apenas um girassol a abrir-se, a tomar todo o jardim.
Onde as vontades são momentos de verdade.

Odete Costa Ferreira, 23-08-17
Foto: Odete Costa Ferreira

13 comentários:

  1. Passando para fazer minha leitura semanal e sempre me surpreendo com excelentes textos! AbraçO

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  2. Que ternura de poema, amiga. E o pequeno príncipe está lindo. Que Deus o abençoe.
    Um abraço

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  3. Lindo, lindo!!!

    Uma ternura, um amor bordando a poesia dos
    gestos luminosos deste vínculo afetivo; tu
    e o Ivo, com o jardim de palavras imensas
    desta entrega nesta felicidade...
    Beijinhos para ti e na fofura (meiguice) do Ivo!
    Sinto que vocês são tão parecidos, luminosos...

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  4. Que fotografia encantadora. E que poema tão cheio de ternura a moldar toda a emoção que sentes. Sente-se que uma "brisa mansa" tomou o teu coração, Odete.
    Um grande beijo.

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  5. OI ODETE!
    REALMENTE A FOTO DIZ MUITO MAS, TEU TEXTO FALA TUDO, É DE UMA BELEZA ÍMPAR.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  6. Uma ternura linda este teu post, amiga!

    Beijinhos, muitos, para ti e para o teu lindo menino :)

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  7. Um belo e ternurento poema minha amiga de que gostei bastante e muitos parabéns pelo príncipe, como ele está grande.
    Um abraço e bom fim-de-semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  8. Ah... mansa hora da brisa,
    Brisa de paz, de bonança
    É um sorriso de criança
    E em nosso olhar se eterniza.

    A eternidade desliza
    Em mente feita a lembrança
    Que acompanha e alcança
    Ao adulto ante a divisa

    Da razão com o esquecimento,
    Que se esvai, porém mais lento
    Porque a memória evade

    Não amor, mas pensamento
    Por brisa já feita um vento
    Sonhado com a saudade.

    Belíssimo teu poema à criança, Odete! Quanta poesia essa criança te inspirou. Parabéns! Parabéns a linda criança também. Abraço fraterno. Laerte.

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  9. Que foto linda! Só podia sair um primor de poema!
    O teu coração está a mil, hein, amiga! A mil de felicidade, é lógico!
    Beijo, uma feliz semana.

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  10. Tener un hijo entre los brazos, no hay una experiencia que se le parezca: es especial ni tampoco hay amor que se iguale. Enhorabuena, ha llegado un tiempo de experiencias plenas. Afectuosamente. Franziska

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  11. Ah, que coisa linda!
    Parabéns, Odete, bem mereces esses mimos.

    Abraço

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  12. Olá, Odete.
    Há lá coisa mais linda que as covinhas, a mão na face, o girassol.
    Um poema de encantamento.
    Bj.

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  13. Quis ler-te com mais atenção Hélas! Esse "bijou", tirou-me sempre do sério!
    E eu, gostei de ser seduzida!
    Maravilha, Odete!
    Abraço!

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