quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Não sei que lhe diga

-Não sei que lhe diga!
Frase tantas vezes repetida,
ecoando na minha memória,
por isso, nunca esquecida.

Repito-a maquinalmente,
ligo-me involuntariamente
a ti, adolescente insegura.
Rememorando a tua figura.

-Não sei que lhe diga!

Quedava em silêncio breves,
fazendo compassos de espera,
tentando compreender
a linha do teu crescer.

- Que é que quer que lhe diga?

Pergunta tantas vezes escutada,
muitas vezes de madrugada,
quantas vezes durante o dia.
Queria que não fosse perguntada!

Não tinhas respostas.
Não querias propostas.
Talvez continuar a ouvir,
alguém que te queria a sorrir.

-Não sei que lhe diga!

Questionava incessantemente
perscrutando a tua mente.
Queria fazer-te seguir,
uma linha, que não era minha.

Queria preencher
o rectângulo da tua vida.
Queria surpreender,
o teu olhar de menina.

-Não sei que lhe diga!

Finalizou a partida
Que um dia começou,
inesperadamente,
como quase tudo na vida!

OF 14-04-2010– 4ª feira madrugada

5 comentários:

  1. :(
    Não sei o que te diga...
    Há palavras que não existem quando a impotência se apodera de nós.
    bji, querida.
    (espero, ainda, que a interpretação dada ao teu poema seja errada!)

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  2. Bem, este poema tem 1 longa história que o sustenta... Contudo, houve um final bem conseguido! :) :) :)
    Bjuuss

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  3. Uma história longa que terminou bem...foram inumeras as vezes que ouvimos a frase: " Não sei que lhe diga"...o poema esta fabuloso!!! Parabéns!!! Nunca pare de escrever! beijinhos

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  4. Tantos momentos, tantas coisas, tantas sms...
    Mas a minha "filhota" tb me deu mto e, mesmo nos silêncios prolongados, sei q me evoca...
    Tu, Irene, foste a minha coadjuvante...
    Tu e ela, as melhores amigas, no sentido mais belo q esta palavra encerra...
    Qto ao poema, se existe é pq há pessoas q tb o são!!!
    :) :) Bjussss

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