Sorrindo,
ar envergonhado,
deixo-te aproximar
e afagar,
alguns fios de cabelo,
emaranhados
em caracóis,
repousados
nos ombros desnudados.
Aconchegando
a écharpe descaída,
tapando esse nu
descuidado,
afasto-me
da tentação
de aproximar
os dedos ansiosos
e mergulhar
nos lisos
escorregadios
de um cabelo farto.
Fitando
os olhos cerrados,
magnetizados
pelo teu sentir
solto a mão,
ficando inerte
um instante
em momento de ilusão…
E em pura fantasia
espraio-me
em verdes
atapetando
um chão
exalando odores,
quentes,
após chuva de Verão!
OF 22-01-2011
