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quarta-feira, 2 de março de 2011

Tarde em mim



Entulho-me de afazeres
-apenas desprazeres-
de dias que seguem
uns atrás dos outros.
Lembram-me operárias,
saindo febris
de máquinas monótonas,
regressando, elas também,
a outras máquinas…
Mais subtis!

Apenas breves pausas,
em fins de tarde
descendo sobre ruas
que se vão esvaziando da gente
e das pressões
de donos e patrões!
Enfim, agora, alguns prazeres!

O sol desmaiando.
O silêncio regressando.
A brisa se apressando.
A noite acordando!

OF 24-08-2010

(Um dos poema de uma série que escrevi no Verão em esplanadas...)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Uma não notícia ou um poema como notícia!

Sim, tenho algo de fantástico para escrever, mas ainda  quero  guardar para mim...Precisa de tempo e ainda não me foi possível...

Continuo a escrever poemas e a poetizar, o mais possível, os momentos. Quero, na medida em que esteja ao meu alcance, conferir sentidos aos vários instantes que somam a (minha) vida...
Já agora o que me impede de publicar um poema simples, com uma pontinha de brincadeirinha??? Nada! Mais um sentido que acrescento, não ao dia mas a uma parte da noite...




A conta da vida

 Descontando o silêncio dos dias.
Acrescentando o ruído da mente.
Subtraindo os momentos de euforias.
Somando alguma noite decente.

Perfaz,
por certo,
a vida.


Somas e subtracções.
Divisões e multiplicações.
De tempo de relógio.
De tempo de ilusões.

Assim vai,
passando,
a vida

A do real, a que se vê...
A outra perde-se na conta errada.
Não bate certo na matemática!

Mas está certa, na prática!

OF  29-01-2011