Agarrando uma mão
escorregadia
da dança que fervia
num corpo suado.
Decerto alegria,
ou talvez nostalgia
de um passado,
ainda recente.
Segue-o,
deixando arrastar-se
para uma qualquer esquina.
Maquinalmente,
apenas por magia.
Não ouvindo, não vendo
sequer se o queria.
Fecha a mente,
a tudo o que fosse consciente.
As palavras, em sussurro,
Hipnotizam o consciente.
Acordam o ser dormente,
alienado,
em trabalho forçado.
Sente,
a brisa que sopra quente.
O calor de sentimentos,
adormecidos.
Despertando do torpor
de uma vida de favor,
Emprestada a outros,
ignorada de si mesma.
Aquieta-se,
por momentos.
Reage,
Instintivamente.
Perde-se
de si, loucamente.
Confunde-se...
Aconteceu?Sonhou?
Não, viveu outra vida!
Acreditou ser a sua,
e incorporou-a no seu eu!
OF 06-09-2010




