Na pausa lectiva, finalizei um dos meus objectivos: digitalizar os poemas de Dezembro, adicionando a respectiva foto e colocar a foto que me parecesse mais adequada aos poemas que fizera até ao Verão. Tarefa de horas e de paciência. Mas que alívio, por isso lhe chamo o meu "book poético", orgulhosamente!!!
São fotos reais, os autores adoraram a ideia e gentilmente me cederam as que pedi. O seu a seu dono! São artistas que enriquecem as palavras de que é feito o poema. Grata também por esta colaboração!
Ora, no blogue, já tinha divulgado alguns poemas que não estavam "ilustrados". Decidi, contudo, republicá-los porque as fotos são fantásticas e uma nova leitura poderá surgir. Eis o primeiro...
Há música quando queremos,
na presença ou na ausência,
dos seres que amamos.
Há música quando desejamos,
ter presente os sonhos roubados,
por seres de que gostamos.
Há música como entendemos,
evocando, pensativamente,
seres de que temos saudades.
Escutamo-la em silêncio
aquietados pelo sofrimento.
Saboreamos as palavras.
Bebemos a melodia.
Caímos embriagados.
Permanecemos em letargia.
Há música que é saudade!
Há letras e melodias
de tamanha profundidade
que nos conferem identidade.
Já não pertencem aos autores…
Perderam-se de amores…
Por quem as ama de verdade.
Há música que é saudade!
Há música que faz sufocar.
Abre feridas adormecidas.
Como demoraram a curar!
Há música que faz dançar,
um coração palpitante.
Há música que faz chorar,
qualquer olhar errante.
Há música quando queremos!
Há música porque nos perdemos,
por entre mundos de saudade!
OF 18-04-2010
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(Para quem estiver interessado em ler os comentários...)