domingo, 16 de janeiro de 2011

Apenas mais um dia

Dias.
Risos.
Ruídos.
Correrias aparvalhadas.
Troca de palavras.
Exaltadas
mas sem sentido.
Pensamentos, entrecortados.
Léxico peculiar.
Gentilezas e mesuras.
Seremos nós?
Palco de projecção
a fingir a fama
numa fugaz sexta-feira
em dia de Assembleia.

Noites.
Saídas.
Sorrisos.
Prazeres adormecidos.
Segredos partilhados
em plateias alheias.
Silêncios audíveis.
Não estamos sós.
Mas somos nós.

Operação auto-stop…
Embriaguês emocional…
(Como se mede?)
Um torpor desconhecido.
Uma correria com sentido.
Uma ânsia recortada…
(Depois de desenhada)
Em pedaços de cartões,
talvez de despedida.

Chegada.
(Houve partida?)
Alma quebrada
no olhar espelhada.

OF - 26-02-10

Vídeo...Escute, talvez valha a pena!

Enviaram-me via e-mail; achei que, independentemente de se gostar ou não deste artista, valia a pena ouvir, atentar nas palavras, fixar as imagens e, REFLECTIR!
Por isso, PARE, ESCUTE E OLHE (lembram-se deste aviso, agora quase inexistente - parece-me, pois a linha do caminho de ferro serve apenas de decoração; ou talvez ande distraída...)


CLIQUE NO LINK
 http://sorisomail.com/email/12091/clip-censurado-nos-eua--mickael-jackson-.html

sábado, 15 de janeiro de 2011

Emoção

Ouço música...
Sinto-te longe...
Hoje não sorrio,
Apenas um olhar profundo.

Carrego toda a emoção
de conversas intermináveis
de momentos infindáveis.
Aprisionando na minha mão,
uma vida, que sendo tua,
não querias perdida em qualquer rua.

Sentia a ânsia de um rumo.
Disfarçada num sorriso rasgado.
Matizada daquele azulado
que o teu olhar projectava
e envolvia quem te rodeava.

Julgava dominado
O sentimento da saudade!
Engano meu...
Bastou uma lembrança…
Logo meus olhos espelharam,
como num lago cristalino,
os cabelos e o sorriso
de alguém que andou perdido.

Afinal, há dores anestesiadas.
Que permanecem, descuidadas.
num corpo (des)arranjado...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Blogue - Visitem! Leiam! Eles vão gostar!!!

O blogue da minha turma!!! :)
blogandopeloportugues.blogspot.com

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Decididamente, não estou bem...

Decididamente, não estou bem...Assumo! Inicio este post e não faço a mínima ideia do que vou escrever... Não sei até que ponto hoje fui capaz de desempenhar algumas das minhas funções que, desde há cinco anos, são a minha prioridade, em termos profissionais. Em todo o caso, estive embrenhada nelas de corpo, alma e mente bem despertas. Nunca sei, no momento, que resultado terá uma conversa, um confronto de ideias, ouvindo primeiro e, orientando, só depois... Talvez amanhã ou daqui a uns dias...É sempre preciso conceder um tempo, deixar que algo que foi esburacado passe a ser , calmamente preenchido na mente do outro. Chamar-lhe-ia de período de acomodação a uma nova etapa ou forma de ser ou estar, num contexto que desejaria renovado. Não por imposição, antes por negociação, primeiro verbal mas, em seguida, por interiorização, por respeito por si mesmo, por lealdade com aquele outro que esteve em coadjuvação com o seu eu....Complicado? Talvez não. A palavra é que já está banalizada....
Tanto do meu  (por vezes fraco) ânimo coloco nesses momentos. Nunca fico convicta da minha acção em termos de resultado. Seria preciosismo! Mas fico com a certeza que algo se alterou...
Donde me vem esta convicção? Apenas do facto de sentir que, também eu, precisava de  estar no lugar do outro e ter a professora tutora ao meu lado, sentada numa cadeira, obrigando-me a fitar os seus olhos...
Hoje, decididamente, não estou bem. Amanhã, também  não sei. O meu eu também terá de passar pelo tal período de acomodação...A diferença é que não haverá diálogo em termos reais, apenas um combate silencioso, sem palco, sem luzes, sem plateia...Entretanto a peça terminou , o teatro fechou e cada um foi à sua vida...
(Sei que não sou a única, como diz a canção, por isso vou olhar o meu céu e descobrir que estrelas por lá brilharão... Deste modo, talvez tenha salvação...)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Música (com foto)

Na pausa lectiva, finalizei um dos meus objectivos: digitalizar os poemas de Dezembro, adicionando a respectiva foto e colocar a foto que me parecesse mais adequada aos poemas que fizera até ao Verão. Tarefa de horas e de paciência. Mas que alívio, por isso lhe chamo o meu "book poético", orgulhosamente!!!
São fotos reais, os autores adoraram a ideia e gentilmente me cederam as que pedi. O seu a seu dono! São artistas que enriquecem as palavras de que é feito o poema. Grata também por esta colaboração!
Ora, no blogue, já tinha divulgado alguns poemas que não estavam "ilustrados". Decidi, contudo, republicá-los porque as fotos são fantásticas e uma nova leitura poderá surgir. Eis o primeiro...


Há música quando queremos,
na presença ou na ausência,
dos seres que amamos.

Há música quando desejamos,
ter presente os sonhos roubados,
por seres de que gostamos.

Há música como entendemos,
evocando, pensativamente,
seres de que temos saudades.

Escutamo-la em silêncio
aquietados pelo sofrimento.
Saboreamos as palavras.
Bebemos a melodia.
Caímos embriagados.
Permanecemos em letargia.

Há música que é saudade!

Há letras e melodias
de tamanha profundidade
que nos conferem identidade.
Já não pertencem aos autores…
Perderam-se de amores…
Por quem as ama de verdade.

Há música que é saudade!

Há música que faz sufocar.
Abre feridas adormecidas.
Como demoraram a curar!

Há música que faz dançar,
um coração palpitante.
Há música que faz chorar,
qualquer olhar errante.

Há música quando queremos!
Há música porque nos perdemos,
por entre mundos de saudade!

OF 18-04-2010

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(Para quem estiver interessado em ler os comentários...)